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Acidentes com trotinetes eléctricas tornamse mais frequentes

nov 2020

Acidentes

E-Scooter
Muitos condutores de trotinetes elétricas subestimam a velocidade do seu veículo.

Na Alemanha, desde meados de junho de 2019, as trotinetes elétricas podem ser utilizadas na circulação rodoviária sem carta de condução. Contudo, estes veículos desempenham ainda um papel pouco significativo na ocorrência de acidentes a nível nacional. No primeiro trimestre de 2020, de acordo com os dados do Serviço Federal de Estatística, ocorreram 251 acidentes com pequenos veículos elétricos. Nestes, um utilizador de trotinete elétrica perdeu a vida, 39 ficaram gravemente feridos e 182 sofreram ferimentos ligeiros. Em comparação: nos primeiros três meses do ano 2020, a polícia registou mais de 12 700 acidentes em toda a Alemanha cujas vítimas foram ciclistas. Em números: 52 mortes, 2052 feridos graves e 10 431 feridos ligeiros. Em muitos outros Estados -Membros da UE, assim como, por exemplo, nos EUA, a utilização de trotinetes elétricas já é permitida há mais tempo. Com o crescimento destes veículos, os números de acidentes, por vezes, também aumentaram substancialmente.

Por exemplo, um estudo da University of California em São Francisco concluiu que, nos EUA, o número de ferimentos relacionados com trotinetes entre 2014 e 2018 aumentou 222%, para mais de 39 000. O número de hospitalizações neste período subiu até 365%, para 3300. As pessoas com idades entre 18 e 34 anos foram as principais afetadas neste contexto. Para o estudo, foram avaliadas as estatísticas de acidentes do National Electronic Injury Surveillance System.

Para chamar a atenção para a situação,contribuiu também um estudo sobre acidentes com trotinetes elétricas no período entre 5 de setembro e 30 de novembro de 2018, na cidadede Austin, no Texas. Em 87 dias, ocorreram aí 192 feridos com necessidade de tratamento, o que corresponde a um pouco mais de dois feridos por dia. Mais de 60% dos feridos indicaram que o acidente aconteceu entre a primeira e a nona utilização da trotinete elétrica. Menos de 1% dos utilizadores usava um capacete e quase 50% das vítimas dos acidentes sofreram ferimentos na cabeça.

Perante o número crescente de acidentes com trotinetes elétricas, o Berliner Charité também investigou os ferimentos e as causas dos acidentes no âmbito de um estudo. A equipa do Prof. Dr. Martin Möckel, diretor médico das unidades de urgência e cuidados intensivos no Campus Charité Mitte e no Campus Virchow-Klinikum, examinou, em julho de 2019, um total de 24 pacientes com idades entre 12 e 62 anos. Os especialistas determinaram que os ferimentos típicos deste veículos incluem, por exemplo, lacerações na articulação superior do tornozelo, fraturas dos membros superiores e ferimentos na cabeça. Mais de metade dos pacientes sofreram ferimentos na cabeça. Estes consistiram, maioritariamente, em contusões ligeiras com escoriações. Quatro dos 24 pacientes apresentaram traumatismos cranioencefálicos ligeiros. As lesões de tecidos moles sofridas nos membros inferiores na zona da articulação superior do tornozelo foram provocadas pelo arranque imprudente com a trotinete elétrica na sequência de acidentes. As causas de acidentes foram, na maioria das vezes, desatenção, infrações das regras de trânsito e capacidade de circulação limitada, por exemplo, pelo consumo de drogas ou álcool antes da condução. Daí se conclui que as trotinetes elétricas enquanto forma adicional de mobilidade representam um perigo para os utilizadores que não deve ser subestimado. Ao mesmo tempo, constituem um novo desafio para o sistema rodoviário existente.

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